26 setembro, 2006
Alguém me chamou a atenção perguntando como agüento andar tanto tempo a pé desde que meu rico carrinho deu baixa na oficina. Pois é, lá está ele, sendo revisado, reposto e reparado. Uma mini reforma. (Paçênsa!) A paciência também pode ser uma virtude. Afinal, na primeira oportunidade ou quando o verão chegar, pego a estrada e talvez quem sabe, irei lhe visitar. Quem sabe, né? Né!
24 setembro, 2006
Ei, gente! Estou chegando agora do teatro. Ouvi maravilhas de músicas tocadas pelo Arnaldo Cohen. Tanto foi aplaudido que deu quatro bis de lambuja pra platéia. Hoje irei dormir de alma lavada.
12 setembro, 2006
Relembrando Elóy Kunde
Por vezes, a vida nos faz lembrar de pessoas queridas que já se foram... que nos deixaram. Esses dias, eu vi na TVE aquele apresentador Orlando Boldrin falar de alguém que já morreu, que lhe deu muita importância em certos momentos de sua vida. Fazendo graça, reclamou desse alguém, como se ele tivesse antecipado sua "viagem" e se fora antes do combinado. Isso fez me lembrar de um amigo de adolescência, que juntos, nas férias escolares de inverno, passávamos alguns dias na granja do seu avô. Ficávamos lá em retiro, bem aconselhados. Isso nos dava liberdade e confiança de praticarmos caça às perdizes na lavoura de trigo alí cultivada. Então, cedo pela manhã, já de café tomado, vestíamos roupas quentes, botas de cano alto, afivelávamos a cartucheira e com a espingarda em punho abríamos caminho por entre às plantas. Resultado disso, atrás de nós, o roçar das botas na geada fazia descortinar um caminho verde-escuro serpenteando no meio do imenso trigal. Já no fim da tarde, conseguida a quota de caça, ao retornar, nos esperava um caldeirão com água quente para o trabalho de despenar e esfolar, Daí limpar e colocar as perdizes numa gamela com suco de limão. À noite, a governanta preparava um gostoso jantar e à luz de lampião, nos era ensinado sobre as dádivas de Deus antes de desfrutarmos o prato delicioso com direito a histórias e gargalhadas, acompanhados de um cálice de vinho. Lembro dessas imagens como se fossem pinturas em quadros emoldurados por uma translúcida névoa de estação. Parece insinuar que meu amigo levou tudo isso consigo e hoje se encontra caçando perdizes no céu.
05 setembro, 2006
Nunca se sabe. . .
Nunca se sabe o que pode acontecer quando tiver de tratar com uma gerenta de banco. Pode dar até início um namoro. Você fica frente a frente observando. Do outro lado ela se fazendo de fria e calculista estudando suas reações. Tanto de um lado como do outro, um mínimo franzir de testa, um piscar de olhos ou um pequeno tremer de lábios pode significar, entre outras coisas, muitos algarismos antes da vírgula. Você diz que precisa tanto..., que ela pode lhe ajudar. Ela replica que os números não fecham mas que vai tentar. Quanto mais você argumenta, mais ela se aproveita da sua beleza ofertando produtos virtuais. "Não vai levar um cartão de crédito para ajudar a congregação do banco? Uma quota de contribuição para os desajustados sociais? Um título da Santa Casa de Misericórdia?". Diz ela que isso se chama Responsabilidade Social. Os tempos mudaram, os tempos são outros. Agora virou moda praticar caridade. Melhor dizendo, os bancos estão mais se parecendo albergues captadores de contribuições sociais. Ah se Marx ainda estivesse vivo iria negar toda sua obra sobre os defeitos dos capitalismo. Os bancos se converteram ao franciscanismo. No último balancete foi demonstrado ser mais atraente o "ganho espiritual". Afinal, não é assim que age o pastor Edir Macedo? A Igreja Universal não precisou se converter em instituição financeira para prosperar? Para mim, banco tem de ser bonito, tem de ostentar riqueza e parecer bem sucedido. Afinal é por isso que ele é banco. God is money! Tá bom. Na despedida, você chega à conlusão de que a gerenta na verdade é uma freira. E no derradeiro aperto de mão acontece o seguinte diálogo:
Ela: - "Nunca se sabe, noutra situação, podemos novamente conversar".Você: - "Nunca se sabe, as coisas podem mudar".
E me afastando do banco, articulo o que realmente queria dizer: "Nunca se sabe... as coisas podem mudar e ái de ti se um dia te pego com o pneu furado sem estepe para trocar".
Moral da história, não aconteceu namoro nenhum, mas...
AMOR E ÓDIO, SÃO COISAS QUE SE CONFUNDEM

