27 novembro, 2005
Só, no balanço. . .
25 novembro, 2005
Expressar sim, mas com cautela
- Dito pela primeira vez em programas de TV nas matinés de domingo, a "Tiazinha" do SBT e depois a BBB Ellen Roche respondiam sempre, "com certeza" ao entrevistador. Seu uso foi adotado, com certeza, pela maioria das loiras.
- Artifício verbal para dar consistência às desculpas esfarrapadas dos políticos em Brasília, o "veja bem" é muito usado por personalidades que gostam de dar às suas palavras um ar professoral.
- "no bulbo seco", é uma expressão usada por um radialista local ao informar sobre a temperatura ambiente: "está fazendo 30 graus, no bulboseco". No soar da frase os ouvidos entendem de forma dúbia, que determina um humor espirituoso, sutil. Ah, "bulbo seco" é o recipiente do termômetro onde se encontra a coluna de mercúrio, que é um elemento sólido e por isso seco.
- A Zélia, (lembram da Zélia Cardoso de Melo?) tinha um defeito. Um vício de origem. Quando lhe perguntavam sobre assuntos de Economia, abusava do "efetivamente" para discernir sobre coisa nenhuma. Pensava ela ser mais culta, mais erudita e mesmo assim, contratou a peso de ouro o Fernando Sabino para escrever sua biografia, "Zélia, Uma Paixão". Efetivamente... uma bosta!
22 novembro, 2005
No trânsito
Retornei agora da rua, no trajeto onde a velocidade não pode ultrapassar os 60 Km horários. Quis o maldito destino colocar atrás de mim um autinho "Celta" fazendo sinal de luz como a dizer, "anda, anda". Tinha pressa. Numa arriscada manobra, me ultrapassou quase levando junto o espelho e parando logo alí na sinaleira. Lado a lado, articulando os dedos, me brindou com "rodinhas". Depois, esticou o dedo maior demostrando apêgo e encantamento ao "fuck you" norte-americano. No seu punho, ornamentava uma pulseira de ouro, sobrepassando um pequeno relógio. Usava paletó, gravata e uma provável peruca, pois além da meia-idade, os cabelos eram fashion demais para quem recém saiu da cama. Nem bem abriu o sinal, numa escandalosa arrancada, tomou a dianteira e desapareceu. Tenho certeza que li um decalco colado na sua traseira: "I'm going to give my ass".16 novembro, 2005
One ought, every day at least, to hear a little song,
read a good poem, see a fine picture, and, if it were
possible, speak a few reasonable words.
-Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832)
15 novembro, 2005
Anêmona

14 novembro, 2005
Fixações
Quando me deparei com essa foto, fiquei surpreso com a ousadia de publicarem um close tão de perto daquilo que proporciona aos homens, sua maior volúpia. E em estado máximo de ebulição. Um antigo Grego, já se reportou sobre ela, descrevendo nas Ilíadas aventuras realizadas no encalço de saciar as mais primitivas sensações do gozo e prazer. Tanto assim, que apelidou a Helena de Troia de "A Perseguida", por certo pela quentura que ele, Homero, havia provado e reservou só para si. A Mata Hari também sabia usar muito bem, de forma que, fez rolar muitas cabeças. Em outras palavras os homens seduzidos, se queimaram, se derreteram. Foram fritados. Por um lapso de segundo imaginei tudo isso, até que li a legenda. Trata-se da erupção do vulcão Santa Helena em São Salvador.
13 novembro, 2005
A pérola do ano
Observação, 16/11/05. Como estava previsto, tiraram o filme de Brolsma do ar, deixando sómente a gravação original, o que já é muito interessante. Visitem lá, e escutem!
12 novembro, 2005
Similitudes
As feministas que me perdôem. Falam que os homens morrem de inveja por não possuirem o dom de gestar novas vidas coisa que só as mulheres podem fazer. Nunca me impressionei muito com isso porém fiquei extasiado, ao ver uma foto do telescópio Hubble onde mostra uma massa de matéria no Universo, o que a NASA diz ser uma nascedouro de estrelas. As minhas estrelas! Pela forma e pela cor, essa sim me comoveu pela semelhança. E também pela grandiosidade do mundo, ao qual juntos, pertencemos.11 novembro, 2005
Para encorajar indecisos
09 novembro, 2005
As filas nossas de cada dia
De repente bateu um stress generalizado e outra pessoa teve de ser socorrida. Indignado, abandonei a fila, e fui procurar o gerente para cobrar uma solução. Com muito custo consegui chegar no seu "aquário", uma sala envidraçada com ar condicionado. Entrevi dois copos de água mineral que pousavam sobre sua mesa, suados e ainda borbulhando gás. Interrompi seu assunto com um cliente e fui logo dizendo das más condições do atendimento, da falta de descaso com o povo, uma vez que ele, o gerente, observava tudo pela vidraça, passivo, sem tomar nenhuma providência. Perturbado pela minha interferência e com ar grave, perguntou pateticamente se eu possuía uma solução, à qual respondi espontaneamente que poderia organizar uma fila só, e a medida que vagavam os caixas, "o da vez" seria chamado.
HEURECA! Ninguém se tinha apercebido, que naquele momento havia reinventado a roda, ou melhor, a "Fila Sistematizada" (o que ensejou anonimamente, ter colaborado para que a Cidade ganhasse o título de "melhor qualidade de vida"). Logo após, pelo exemplo bem sucedido, outros bancos também começaram a adotar este sistema. Alguns dias atrás, ao passar por um bar com mesas na calçada, um senhor que tomava chopp com amigos, me chamou e ofereceu um forte abraço. Era o próprio gerente, agora aposentado. Ficamos algum tempo recordando as intolerâncias de uma época não muito distante. Compreendemos também que é no caos ou na crise, onde acontecem os momentos certos para boas soluções, as quais, antes, se pareciam impossíveis.

