30 setembro, 2005
Nomes
Nossa República tem lá suas curiosidades. Elas transitam no meio do povo com a maior naturalidade. Já dizia Câmara Cascudo que o brasileiro possui um caráter dócil e isso teria sido herdado dos índios que habitavam o Brasil. Certas coisas que deveriam ser levadas a sério, são imediatamente transformadas em simplórias piadas. Não acredito que os nomes de certos deputados e senadores são os que se encontram nos registros de nascimento. Parecem ser tão domésticos, como suas mães e avós os apelidaram. Vejamos: "Aleluia! por que fez isto, menino?"; "venha no meu colo, Nonô, vem"; "você é tão feio que se parece com uma Lula". Já o nome de Severino, vem de pessoa austera - "quando ele crescer, será um homem muito severo". E como a mãe do Câmara o chamaria? "meu Cascudinho, venha aqui, meu Cascudinho". Porém, a celebridade que mais me questionou como seria chamada, é a Maria da Conceição Tavares. Ao nascer, seu pai a teria tomado em seus braços dizendo: "minha princezinha... você será a economista mais bonita do Brasil"25 setembro, 2005
Curioso. . .
24 setembro, 2005
De que morreu Apolônio?
20 setembro, 2005
Feriado
Outro 20 de Setembro. Feriado no Rio Grande do Sul. Acabei de ver na TV o desfile que encerra a Semana Farroupilha. Cinco mil figurantes; 100.000 expectadores. Todos na avenida, orgulhosos dos feitos da Guerra dos Farrapos no período de 1835 - 1845. Foram dez anos de Independência. Foram dez anos de insurgência contra o excesso de imposto Imperial. Mas para isso, rolou sangue. Muito sangue. Só findou quando houve a Paz de Ponche Verde. Sem vencidos nem vencedores. Foi quando os gaúchos decidiram ser também brasileiros. Até hoje, nos consideramos brasileiros. Somos brasileiros por opção. Agora, brigamos pelo moral e seriedade da política brasileira, desde Getúlio Vargas e outros presidentes que vieram depois. Os Gaúchos são idealistas românticos. São irremediavelmente românticos.19 setembro, 2005
Les autres affectives
16 setembro, 2005
Alguma vez, numa sexta-feira...
15 setembro, 2005
Muito preocupados
11 setembro, 2005
Mudanças
Dos meus três filhos, o Hubert foi o primeiro a sair de casa. Empunhou seu violino com estojo a tiracolo e se incorporou numa orquestra antecipando sua independência. O Germano, o segundo, foi recém declarado pelo curso de pós-graduação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul como "Mestre em Música. Qualificação em Piano". Ele está arrumando as malas no mesmo sentido de constituir uma nova vida com responsabilidade para também conseguir sua independência financeira. Vou ficar com saudades de ouvir todos os dias os acórdes, os estudos, as músicas, como se fizessem parte dos sons permanentes vindos do interior da casa. Fica o Phil, com seu violoncelo, a tirar notas graves de um Villa-Lobos, quebrando o silêncio das tardes com aquele som característico de melancolia. O que mais me dá ânimo são os verões que ainda estão por chegar. Me ver reunido sob a sombra de uma árvore contando casos, dando risadas e saboreando com os três, um maravilhoso sorvete.
07 setembro, 2005
Nem só aqui se paga mico
Fazer xixi sobre morto, dá nisso:
Uma mulher morreu sufocada , no último sábado, por uma lápide em um cemitério da cidade de Pulle, na Bélgica. Ao sair de um bar, a belga resolveu pegar um atalho pelo cemitério para voltar para casa, informou a rede americana CNN. Contudo, no meio do caminho ela precisou urinar e se apoiou em duas lápides. Segundo informações da agência de notícias local, a mulher estava bêbada e perdeu o equilíbrio, puxando a lápide para cima de seu próprio corpo. De acordo com a polícia da cidade, ela morreu sufocada porque não teve forças para remover a lápide.
Extraído do site Terra, Quarta, 7 de setembro de 2005, 11h39
03 setembro, 2005
Transcrito de um jornal local
"Poderia até passar por brincadeira, não tivesse sido notícia do The New York Times. Um de cada cinco americanos adultos pensa que o Sol gira em torno da Terra, conceito que a ciência abandonou no século 17. A pesquisa foi realizada por um cientísta político da Northwestern University Medical School, em Chicago."
Jornal Zero Hora, 02.09.05, pág.3
02 setembro, 2005
Longe dos olhos, longe do coração
É assim que se diz, quando queremos justificar o esquecimento afetivo de alguém. É assim que se diz, quando nos distanciamos de um fato que venha perturbar. É por isso, quando na surpresa de um acidente da vida, fechamos os olhos para não ver. Quem sofre é o desprezado. É isso! E muito mais! Mas e ao contrário? Aí é mais difícil refazer a aproximação. Afagar os sentimentos. Trazer para perto do coração. Ficar junto para admirar. Sentir a paixão saciada. Coisa boa, quando achamos o equilíbrio.
01 setembro, 2005
O caminho que me leva ao centro da cidade, passa obrigatório na frente da loja de Ferragens do "Bigode". Desde segunda-feira que chove e desde segunda-feira que tem gente fazendo fila para entrar naquele espaço apertado e ouvir as histórias do português, meu amigo, bonachão.

