23 novembro, 2006

 

Do 1º ao 3º enxágüe


Durante o banho não nos enxaguamos depois de cobrir o corpo com espuma? Então... Chuáh... Boa relaxada essa! No primeiro enxágüe os poros vão se abrindo... abrindo... eliminando os maus agouros que tanto nos atrapalham. Em seguida... chuá! chuá! Ao sentir o corpo limpo, uma áura de prazer nos envolve. Ficamos transformados em poesia. Uma poesia pura, transparente, que nos faz flutuar. Parecemos até redimidos dos pecados não fosse a vida feita de ilusões. Mas o bom é que, há renovação. Mais vale a pena abrir o chuveiro e nos deixar rolar num... chuá... chuá... chuá...

20 novembro, 2006

 

Faltam 35 dias para o Natal


Para quem não é, ou também é do Sul, coloco aqui a foto que ilustra os 54 Papais-Noéis participando do Encontro Nacional de Gramado na Serra Gaúcha. Como no momento fazia frio, chovia e com neblina, o evento ocorreu na 'rua coberta' onde se deram as premiações. O 'melhor figurino' foi para José Sérgio, da Paraíba, e o de 'melhor Ho-Ho-Ho', foi para Edilson Magalhães, de Porto Alegre. E tudo acompanhado de um maravilhoso fondue de chocolate.

19 novembro, 2006

 

The singers


Não sei porque, mas hoje poderia ter pensado tanta coisa da vida e logo fui me lembrar daquelas cantadas cretinas que já passaram por nós:


– "você é o remedinho que o médico me receitou". (ingênua)

– "quem disse que boneca não caminha?" (essa é pralá de antiga)

– "solto pipa, rodo pião, fica comigo, sim ou não?" (tem jeito de ser de português)

– "gata, está esperando o ônibus?"
– "não, por que?"
– "você tá no ponto".

– "hmm, o que esse bombomzinho ta fazendo fora da caixa?" (comportada)

– "você é o tijolinho que faltava na minha construção!!!" (aprovada pela mamãe)

– t"u não é Nescau mas tem uma energia que dá gosto!" (fazendo cooper)

– "me dá um beijo?? ... boquetinho então nem pensar neh?!?" (infame)

– "seu pai trabalha com hortifruti?"
– "não, por que?"
– "porque você é um chuchuzinho".

– "é seu niver hoje? ... porque você está de parabéns". (sem palavras)

Essa eu ouvi do pedreiro, lá do alto da construção:
– "e aí gatinha, você é o ovo que faltava na minha marmita"

– "me fode se eu estiver errado... você quer me beijar"

Outra de pedreiro:
– "ôoooo d i l í ç a!!!... ôoo lá im casa!!!... ixprudindo vitamina, ein moça!" (kkk)

Cantada boba:
– "pode me informar um caminho?"
– "pra onde?"
– "pro seu coração".

Essas são clássicas:
– "você é a sola do meu sapato... a metada da minha laranja... a maionese da minha linguiça... a tampa da minha panela"

De bêbado:
– "eaí, rola sentimento?"
– "nao!"
– "é... vai sem mesmo!"

Novas cantadas, serão bem-vindas.

17 novembro, 2006

 

Germes, fungos e micróbios à espreita


Não me supreendo mais com o comportamento adquirido por americanos, alemães, asiáticos... etc. Porém achei interessante esse relato, só pra ver que existem neuras para todos os gostos em países ditos civilizados.

Leiam o que a Patricia Campos Mello (que vive em Nova York) conta para nós.


"Abro o The New York Times e descubro que um certo Simon Sassoon de Nova York está ganhando a maior grana com o seguinte produto: um desinfetante de maçanetas de portas de banheiro. Trata-se de um aparelhinho que fica borrifando desinfetante hospitalar na maçaneta. Aparentemente, as pessoas morrem de nojo de encostar em maçaneta de porta de banheiro em restaurante, escola, escritório, etc.

Outro produto muito vendido, diz o diário, é uma alça portátil, para que você não precise encostar naquelas barras do metrô ou ônibus. Naquelas onde TODO mundo segura, eca....

Mas o meu favorito é um chamado Excuse Me – trata-se de uma bandeira com uma hastezinha, que a pessoa fixa na cintura. Se alguma pessoa se aproxima demais de você, leva uma bandeirada na cara – “O Excuse Me cria um espaço de 90 centímetros entre você e um possível espirro”, esclareceu ao NYT a criadora do artefato, Emily Beck. “O produto permite que você não tenha que encostar em ninguém e nem falar com ninguém em Nova York.” Presente perfeito para misantropos e hipocondríacos - ou talvez para altruístas que têm mau hálito e não querem que a humanidade sofra.

Os Estados Unidos são uma nação com fobia de micróbios. Trata-se de uma enorme aglomeração de Monks (aquele detetive obsessivo-compulsivo, que passa a vida limpando tudo, da série homônima de TV a cabo). Eles já têm teoria de conspiração para tudo, os hackers das urnas eletrônicas (culparam até o Chávez), o assassino do John Kennedy, a mídia sionista....e também os fungos, vírus e bactérias terroristas.... estão todos à espreita....os germes e o bin Laden querem te pegar.....

Eu já tinha vivido essa histeria anti-germes antes. Morei com uma colega de quarto da Pensilvânia que tinha verdadeiro pânico de infecções variadas. Ela desinfetava tudo a cada cinco minutos. Depois do 11 de setembro, quando houve a ameaça de antraz, eu fiquei encarregada de abrir toda a correspondência por meses – ela tinha certeza de que todas as cartas estavam contaminadas.

E ela me contou – depois descubro que é bastante comum por aqui, segundo o NYT - que enrolava o dedo em papel higiênico antes de apertar a descarga.

Veio-me à cabeça uma palavra interessante: anal retentive, ou seja, indivíduo que tem retenção anal. Eh, parece um pouco rude, mas as pessoas falam isso aqui, normalmente: Fulano, você é anal! A origem é de fato psicanalítica. Segundo o Webster, uma pessoa anal tem fixação na fase anal, e, como conseqüência, é metódica, com mania de limpeza, compulsiva.

Pois é, Excuse Me pra esse pessoal com retenção".

04 novembro, 2006

 

A palavra escrita


Dei um tempo para mim mesmo. Ultimamente, ando mais ouvindo que falando. Melhor ainda... lendo. Instalou-se aqui, nos jardins da Praça, à sombra dos Jacarandás, a tradicional "Feira do Livro".  Meus olhos já percorreram grande parte das "barracas" com os tabuleiros lotados de livros dos mais variados assuntos. Com tantos títulos para memorizar, faz embaralhar a vista da gente.  Fiz algumas anotações, esperando que no passar do tempo irei adquirí-los. Ah, alguns deles sei que encontrarei nos Sebos. Adoro os Sebos. Cada um com os seus mistérios. Não faço caso de ler livros que já foram manuseados. Pelo contrário, algo mexe comigo quando abro a primeira página e vejo escrito a punho uma dedicação. Minha mente viaja na medida que vou decifrando as profundezas daquelas palavras e das intenções. Bom... mas o que me levou a escrever essas linhas, foi a enrevista com Saramago que li em um jornal, onde ele atira a toalha e diz: "Chegou a hora da minha confissão"

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