10 julho, 2006
Histórias. . .
Dia desses, se plantou na minha frente, e com voz tímida perguntou: "- Que é mesmo que o senhor faz?". Antes de responder, abri um terno sorriso, fiz um pequeno gesto teatral e finalmente, olhando nos seus olhos, brinquei: "- Sou um contador de histórias, minha querida. Histórias, entende? Eu conto histórias". Ela ruborizou surpeendida. Deu de costas e adentrou no portão de sua casa sumindo. Daí, dei conta que muitas pessoas, ao nos observarem, fazem um elo, unindo nossa imagem com alguma atividade de sua imaginação. Dessa vez, a menina, que mora no caminho que me leva ao mercado, desinibiu-se e apostou na sorte ao perguntar justamente à mim. Até hoje, ela não sabe que toda vez que abro o porta-luvas do carro, lembro dela porque lá, guardei meu chapéu de "velho-lobo-do-mar" adquirido na praia, numa dessas férias de verão. Pensei que, um dia, poderia me pedir para contar uma história. Então empunhando este chapéu, descreveria uma aventura mirabolante, de pescador em águas revoltas, fazendo de tudo para o barco retornar. E lá estaria esta linda menina a me esperar. À noite, junto ao travesseiro, questionei se isso teria sido a convivência com meu neto, ou se tem algo a ver com minha personalidade. Talvez, de tudo um pouco que somos, dificilmente seremos o que realmente desejaríamos ser.
Comments:
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Que lindo, Beau!!!!!!!!!!!!!
É por isto que sempre te digo: Não pára de escrever. Segue em frente teu caminho deixando esta veia poética vazar...
Quem sabe , um dia, te animas a escrever teu livro? Tens tudo para agradar muitos leitores...
tipo eu aqui...
E ainda $ faturar $
rsrsrs
Eu
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É por isto que sempre te digo: Não pára de escrever. Segue em frente teu caminho deixando esta veia poética vazar...
Quem sabe , um dia, te animas a escrever teu livro? Tens tudo para agradar muitos leitores...
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