25 julho, 2006
Comportamento
Já dizia Pitágoras: "Ser feliz é nascer burro, viver ignorante e morrer de repente". Bem, eu não concordo muito com essas fatalidades, porém nas palavras literais do ditado existe algo de verdade. Tenho notado no mundo animal que, o que antecede o acasalamanto, são as demonstrações lúdicas, as quais aguçam os estímulos e deixam os casais em estado de êxtase. Porém, nas relações entre humanos, precede aquela encenação especial onde entram os joguinhos amorosos inteligentes. É como uma preliminar para ir se conduzindo ao prazer. Ambos relutam a ceder, porém deixam um caminho alternativo, sutil, cheio de mistérios a desvendar. Não existe nada melhor ao sermos pegos de surpresa. Então, quando há o descuido e acertamos na guarda, visualizamos aquele sorriso malicioso, e escutamos dizer: "Bobo. Como tu és bobo". Nunca a palavra "bobo" é dita com tamanha ternura. Penso que, nesse caso, "morrer" por ser burrinho, só é bom. E como é bom quando o ditado funciona!

