05 maio, 2006

 

What a wonderfuk finger


Pois, nos tempos de antanho (hoje estou para falar portugues quinhentista), havia na minha cidade um médico ginecologista. Sua esposa também médica, era de uma boniteza só e formavam um perfeito par. Não raro, quando havia festas de quinze anos, era ele o convidado especial para o deleite das conversas entre as presentes. Elegante e com boa fala, ia discorrendo sobre sexo aguçando a curiosidade das meninas onde tudo era interpretado com uma incrível naturalidade. O sujeito era invejado pelos homens, pelo fato de ser o único a ter o direito de enfiar o dedo nos mais íntimos recantos das mocinhas. Essa imaginação atiçava mais ainda suas fantasias. Lembro dos bailes de sociedade. Ele circulou entre as mesas, enquanto as mulheres lhe lançavam olhares discretos como a dizer... “sim doutor, estou bem, mas logo logo, estarei aí”. Era um ótimo dançarino e os rapazes enciumados falavam em dar o troco um dia, seduzindo sua mulher até conseguirem levá-la para a cama. Muito tempo se passou e esses dias o encontrei já bem velhinho. Numa conversa informal não pude deixar de observar sua figura asséptica... o seu dedo longo já um pouco encrispado porém com as unhas sempre bem aparadas. De repente, me tomei de uma infantilidade e perguntei a mim mesmo: “E se esse dedo falasse, heim doutor?”.

Comments:
Bom poder conhecer mais de vc e tb daqueles pensamentos que todos têm mas tem medo(...) de revelar (tá parecendo nome de livro, não?:))
Será que o simpático e charmoso 'velhinho'sabe da curiosidade dessa "cambada" toda? Acho q teria mto q contar, possivelmente...
Te cuida...guri
V.Sans
 
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(risos)
 
mas como os meninos são tolos. só de pensar no dedo já ficam tosos eriçados.
nem sabem o que imaginamos sobre o dedo do proctologista neles.
eu tinha que dizer, não tinha?
 
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