03 maio, 2006
Inversão de valores
Meus caros. Já que o affair da Varig está sendo discutido e divulgado por todos os meios de comunicação, também quero colocar meu ponto de vista e fazer as minhas observações.
Todos nós sempre soubemos que a Varig foi a Companhia mais elitizada entre suas concorrentes. Devido a isso, quem labuta e quem produz, ao viajar porém, invariavelmente pesquisa os preços das passagens aéreas para saber qual a companhia mais econômica. Estou certo?
E pesquisando daqui e pesquisando de lá... a ÚLTIMA opção (a mais cara), a última sempre foi a Varig.
Então me pergunto quem eram as pessoas que regularmente a utilizava? Quem comprava o bilhete de olhos fechados sem perguntar seu valor? Que casta social viajava com tanta freqüencia que a empresa dava-se ao luxo de oferecer passagens gratuítas por prêmio de milhagem no "programa Smile"?
Pois o que eu desconfiava, agora com a crise, veio à tona.
Desde a década de 90, com a aplicação da "lei de responsabilidade fiscal", o controle da verba destinada aos políticos, aos encostados das estatais, aos funcionários públicos (CCs) e aos nababos em geral, colocou ordem nesta farra de voar.
Antes, qualquer motivo era objeto de viagem por esse Brasil afora. E haja dinheiro nos cofres públicos!
Mas o mais importante, o cidadão comum, aquele que viaja esporadicamente, não se dava conta que além dos impostos incluidos no preço da sua passagem havia um PLUS, justamente destinado a subsidiar as milhagens dos espertos que estão aí para nos servir e não para se premiar.
Li ontem que uma senhora, dita da sociedade, caiu no "conto do bilhete da loteria". Vejam só, quantos já cairam no "conto do bilhete da Varig"?
Todos nós sempre soubemos que a Varig foi a Companhia mais elitizada entre suas concorrentes. Devido a isso, quem labuta e quem produz, ao viajar porém, invariavelmente pesquisa os preços das passagens aéreas para saber qual a companhia mais econômica. Estou certo?
E pesquisando daqui e pesquisando de lá... a ÚLTIMA opção (a mais cara), a última sempre foi a Varig.
Então me pergunto quem eram as pessoas que regularmente a utilizava? Quem comprava o bilhete de olhos fechados sem perguntar seu valor? Que casta social viajava com tanta freqüencia que a empresa dava-se ao luxo de oferecer passagens gratuítas por prêmio de milhagem no "programa Smile"?
Pois o que eu desconfiava, agora com a crise, veio à tona.
Desde a década de 90, com a aplicação da "lei de responsabilidade fiscal", o controle da verba destinada aos políticos, aos encostados das estatais, aos funcionários públicos (CCs) e aos nababos em geral, colocou ordem nesta farra de voar.
Antes, qualquer motivo era objeto de viagem por esse Brasil afora. E haja dinheiro nos cofres públicos!
Mas o mais importante, o cidadão comum, aquele que viaja esporadicamente, não se dava conta que além dos impostos incluidos no preço da sua passagem havia um PLUS, justamente destinado a subsidiar as milhagens dos espertos que estão aí para nos servir e não para se premiar.
Li ontem que uma senhora, dita da sociedade, caiu no "conto do bilhete da loteria". Vejam só, quantos já cairam no "conto do bilhete da Varig"?
Comments:
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Eu li seu texto com muito detalhe e tenho a dizer algo pra você:
Trabalho na CEF, e conheço inúmeros colegas que viajaram sempre pela Varig à reuniões, e à desculpas de "atualização".
Na verdade, essas viagens eram justificativas apenas para fazer turismo. Alguém até voou, pela Varig que era a empresa licitada e não sei porque a mais cara, para se encontrar com seu namorado. Pode a Caixa subsidiar Motel?
Você escreveu com bastante propriedade e tem muita perspicácia na observação.
Essa farra que você fala, essas viagens pela CEF, foram se reduzindo...
Também acho que isso colaborou para que a Varig tivesse reduzida sua capacidade de lotar aviões como antigamente.
Vou recomendar minhas colegas a leitura do seu blog.
Abraços,
Ti
Trabalho na CEF, e conheço inúmeros colegas que viajaram sempre pela Varig à reuniões, e à desculpas de "atualização".
Na verdade, essas viagens eram justificativas apenas para fazer turismo. Alguém até voou, pela Varig que era a empresa licitada e não sei porque a mais cara, para se encontrar com seu namorado. Pode a Caixa subsidiar Motel?
Você escreveu com bastante propriedade e tem muita perspicácia na observação.
Essa farra que você fala, essas viagens pela CEF, foram se reduzindo...
Também acho que isso colaborou para que a Varig tivesse reduzida sua capacidade de lotar aviões como antigamente.
Vou recomendar minhas colegas a leitura do seu blog.
Abraços,
Ti
.
Obrigdo Tiana,
Acho que todos que leram este texto conhecem alguém
que usou a Varig por conta do Estado a título de lazer.
Isso foi a alegria da Companhia. Hoje, sem os viajantes
costumazes pagos pelo Estado, virou nisso que aí está.
(essa é uma observação minha, somente minha)
Thanks
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Obrigdo Tiana,
Acho que todos que leram este texto conhecem alguém
que usou a Varig por conta do Estado a título de lazer.
Isso foi a alegria da Companhia. Hoje, sem os viajantes
costumazes pagos pelo Estado, virou nisso que aí está.
(essa é uma observação minha, somente minha)
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