23 maio, 2006

 

De olho no fiscal


Recebi "visita" de um auditor da Receita e entre outras coisas, me revelou um de seus truques para saber se existe alguém fraudando:
"Quando eu entro numa empresa, procuro prestar atenção nas persianas. Se elas estão tortas, desbeiçadas, cuidado. Nâo sei por que, mas, quando não se cuida mais das persianas, faz tempo que há alguém fraundando por alí".
Quando se foi, fiquei pensando em coisas miles que também me levam a concluir que:
Pessoas mal barbeadas, mal penteadas, com fios de cabelos sobre o paletó, unhas mal aparadas, sapatos pedindo graxa, e a boca com dificuldade de sorrir, faz tempo que há alguém stressando por alí.
Mesa de trabalho desarranjada, contas de luz com reaviso, receitas médicas ao lado de receitas de bolo, frasco do colírio sem tampa, e a lixeira precisando ser despejada, faz tempo que há alguém desanimando por alí.
O teclado e mouse amarelados, marcas de copos e migalhas de biscoitos sobre o rack, faz tempo que a pessoa está necessitada de ajuda, de incentivo, de um novo projeto, enfim, de um sopro para reanimar.
No caso do auditor, não tem jeito. Se o cara está mal, se está depressivo ou com stress, ele nem tá aí com seu irmão. Ele ataca mesmo. A receita é só para piorar.

Comments:
Meu caro... BeauGeste
Gostei da maneira de expor esse problema.
Há tempos que um fiscal anda rondando minha firma.
Procura em todos livros, papéis e não acha nada.
E por falar em observações, os olhos dele são vermelhos como os do diabo.
Parece que só quer lascar uma multa.
E ganham 7.000,00 por mês, só para azucrinar a vida da gente.
O que você acha disso?
É de cair os cabelos, não é?
Ah, quando eu li o seu texto, fui no espelho ver se não tinha cabelos na minha blusa.
(risos)
Laura
 
Postar um comentário



<< Home

This page is powered by Blogger. Isn't yours?