16 setembro, 2005
Alguma vez, numa sexta-feira...
Faz tempo que eu não freqüento o atelier de minha professora onde as vezes pratico o hobby de restaurar e encadernar livros. Hoje, numa tarde típica de inverno, nas Condições Atmosféricas Anormais de Temperatura e Pressão, me fiz levar novamente até esse lugar próximo à beira do rio, também chamado de bairro boêmio ou simplesmente de Cidade Baixa. Enquanto mexia em papéis, colas, espátulas, estiletes cartolinas e cartões, no intervalo sorvendo xícaras de chá, o assuntos foi se desviando para o lado filosófico de nossa existência. Ser ou não ser. Ser amado, ou não ser amado. Eis a questão crucial da vida! Depois de muito divagar, quando percebemos estar mergulhando em terreno movediço que não compreendemos muito bem, fizemos assim como fazem os psicólogos: "Terminou o tempo!". Já era hora de encerrar a sessão e nos despedimos. Vesti o casaco e o cachecol enquanto me dirigia para o carro. Olhei para a extensão da rua que aos pouco ia sendo tomada por uma névoa gris e molhada. Era uma tarde fria, pairava no ar um cheiro de café torrado o que me fez esquecer o tempo que levei para retornar à minha casa.
Comments:
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É, as sextas-feiras podem trazer, entre outras coisas, melancolia...
As vezes nas sextas, nada acontece... (suspiro!)
Mas divagar em palavras, pensamentos, filosofias, não tem dia, clima ou hora.
As vezes nas sextas, nada acontece... (suspiro!)
Mas divagar em palavras, pensamentos, filosofias, não tem dia, clima ou hora.
Beau
Quando os psicólogos dizem: "Terminou o tempo", é o tempo que mais precisamos para sermos compreendidos em nossas filosofações.E a espera de um novo tempo aumenta a incerteza e faz doer o coração, por mais que se tente "amenizar os pensamentos".
Bejus
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Quando os psicólogos dizem: "Terminou o tempo", é o tempo que mais precisamos para sermos compreendidos em nossas filosofações.E a espera de um novo tempo aumenta a incerteza e faz doer o coração, por mais que se tente "amenizar os pensamentos".
Bejus
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