02 julho, 2005
Desatinos
Você já assinou algum documento e só depois se arrependeu desse ato? Eu sim! Porém mesmo com o arrependimento, ninguém quis saber se eu estava emocionado ou se foi num momento de euforia, de sem juízo. "Assinou, não leu, o pau comeu", me disseram. A natureza humana tem essa fraqueza - ou mérito - de ser induzida a confiar nos outros. Devíamos perguntar, antes, se a confiança depositada não pode ser recíproca. Então não precisava assinar. Vivemos numa sociedade que a princípio todos são honestos. Mas alguns desatinados fizeram leis, onde "todos são culpados, a menos que provem o contrário". Então para que assinar?" Conversa! Lorota! Resultado de um mal-assinado, recorre-se à justiça! E lá vem essas lenga-lengas de discutir se o contrato é válido ou não. Vocês já sabem do que eu estou falando. Cada um já assinou um contrato que não merecia. Daí se perguntam: "Como pude fazer tal loucura?". Quem ganha mais com tudo isso são as farmácias vendendo Prozacs para evitar a depressão às noites de insônia. E o Mal de Alzheimer, silenciozamente, chegando.
"Assinei empréstimo, sem ler o contrato", diz José Jenuíno.
Bem a calhar, mas não é com respeito ao tema, proposto por mim, no blog.
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