22 junho, 2005
Perseverança
Há um ano, o condomínio do meu prédio se esmerou em colocar nos corredores, vasos de plantas ornamentais. No defronte à minha porta, cultivei e cuidei um arranjo de Coleus, Dracenas e Antúrios. Somente o Comigo-Ninguém-Pode nunca vingou. Sempre foi surrupiado nas três vezes que eu plantei. Na quarta, o misterioso gatuno ousou até virar o vaso espalhando a terra pelo chão. O que leva uma criatura a fazer tal ato de vandalismo? E por que somente no meu vaso? Cheguei a uma conclusão que as pessoas já nascem predadoras. Enquanto não são instruídas, elas estão por aqui, alí, e acolá. Hoje investi novamente em replantá-las. Tanta insistência, talvez comova o instinto demolidor.

