10 abril, 2005
Daiane, a garota humilde
Muitos de nós, possuímos um dom ou talento pelos quais não nos damos conta. Por isso, cada pessoa é um indivíduo diferente. Muitos dessses atributos ou dons, nos são tolhidos por preconceitos, costumes impostos e comportamentos sociais. Eis aí, um caso descoberto. Conheço bem o local onde Daiane vive (ou vivia): numa vila hípica, onde jóqueis e tratadores de cavalos se misturam entre tantas pessoas humildes, e as crianças brincam nas poças d'água das ruas não calçadas, sem nenhum saneamento. Quando moço, eu tinha de cruzar a pé por essa vila para ir ao meu clube náutico "Veleiros do Sul" onde passava os domingos velejando no rio Guaíba. Era um perigo ser interpelado pelos moradores os quais pareciam detestar aquela gente "riquinha" e "esnobe", que frequentava o clube. Já naquela época eu pensava que era só lhes dar uma chance, e seriam pessoas iguais a todos. A pobreza, muitas vezes advém pela falta de oportunidade. Assim um dia, ao parar o carro numa sinaleira, alguém viu esta menina numa pracinha ao lado, se deliciando nos brinquedos a correr e saltar, efetuando piruetas com seu físico pequeno, e com harmoniosos movimentos. Está aí, a Daiane. Provavelmente os pais lhe deram o nome da princesa a seu modo, lhe desejando um final feliz exatamente como as histórias dos contos de fadas.

