25 fevereiro, 2005
Verão, calor e trabalho
As vezes a gente esquece. Será que já existiu um verão com tanta quentura assim na minha vida? De calor, só me lembro quando criança, eu preferia andar descalço à botar calçado. Então no auge do verão, ao percorrer o caminho da escola, sentia meus pés arder quando pisava na poeira grossa da rua, aquecida pelos raios escaldantes do sol. Quando não agüentava mais, abria a mochila e repunha as sandálias antes que brotassem bolhas nas plantas dos pés (será por isso que eu optei pela Infantaria?). Pois bem. O calor também reduz, em parte, minha criatividade. Este ano ainda mais, porque está acompanhado de uma implacável estiagem. Dia desses ainda vão me chamar de indolente. Acho que as férias me viciaram no dolce fare niente. Será que tento me justificar? Olhem, agora estou mais preocupado com a minha viagem à São Paulo. Para nós, daqui, nem é tão longe, são só 1200 quilômetros. Fosse na Europa, seria como passar pela Holanda, Alemanha, Suíça e Itália. Mas como estamos no Brasil, fica logo alí! Eu e o Phil iremos juntos para resolver certas questões, ele as suas e eu as minhas. A partir de domingo, então, ficarei mais uma semana out.
O calor não seria motivo para deixar tuas escrivinhações. Sabes que até neste teu jeito um tanto ingênuo e ao mesmo tempo acalorado de te justificar, não saíste do teu costumeiro tom informal e gostoso de escrever? As fotos das tuas férias falam exatamente das delícias de teu "dolce far niente" nas paradisíacas praias catarinenses. Na próxima, arruma um lugarzinho na tua mala para mim. Bejus.
Há encontros que nos levam a alma, edificam. Olhar nos olhos pode dizer mais do que qualquer palavra. Desculpa falar isso aqui mas hoje tive uma experiencia destas... vi um amigo Beau, um grande e maravilhoso amigo... estou feliz por isso! trouxe-me vinhos... Não sei como ele sabia que eu amo vinho? Concluo que quando se quer bem de verdade se sabe de alguma forma.
<< Home


