01 dezembro, 2004
Favas contadas
Esses dias, não sei bem porquê, estava falando sobre favas. Lembrei-me que certa vez, a rainha da Inglaterra nos enviou pelo correio um punhado de favas. Sem bilhete, sem nada, só o carimbo do Royal Botanical Garden e não sei o que mais. O motivo eram esses programas de intercâmbio entre os povos, que naturalmente é atribuição da rainha. Aliás, é o que ela socialmente faz, assim como os vizinhos fazem aproximar-se conversando entre si sobre o muro que divide os pátios. Daí ela deve ter imaginado: vou oferecer umas favas e talvez o vizinho vá gostar, depois eu peço uma muda de samambaia em troca, e blá blá blá e blá blá blá. Pois é. Mas logo favas! A gente semeou, cuidou, e finalmente não deu em nada. Deve ter sido porque a época de plantio era a errada. História estranha essa, não? Imaginem, favas para o Fome Zero. "Ahhh Beau... vá contar favas!" Eu, hem?



