09 dezembro, 2004

 

Eu, abnóxio

Perdôem-me já com antecedência, porque o que vou descrever é em tom de crítica. Por razões que não vale a pena aqui me extender, precisei de um serviço na Secretaria da Fazenda. Lá entrando, fui direto ao balcão de informações onde duas simpáticas atendentes me enviaram para outro balcão. Neste, haviam mais cinco funcionários, todos risonhos, pois terminavam de contar entre si a penúltima piada. Recebi uma senha e pediram que esperasse sentado num sofá bem alí na frente. Na falta do que fazer, observava os saracoteios e ouvia as alegres histórias enquanto aguardava. Finalmente depois de meia hora, me comunicaram que a Fiscal da Receita já havia se liberado do telefone (estaria ela tratando algo com sua costureira?) e solicitou me dirigir à sua mesa. Depois de finalizada nossa negociação fiscal, ela queixou-se do acúmulo de trabalho, queixou-se do que ganhava no fim do mês não correspondia ao esforço desprendido, que queria trocar de carro e há cinco anos não recebe reajuste salarial. Ao final, pediu-me que pagasse o tributo e voltasse amanhã. Rezei toda a sua cartilha e de fato no dia seguinte eu estava lá para receber o tão esperado benefício pelo pagamento efetuado. Qual o quê!  Logo no primeiro balcão fui informado que havia paralização. Greve agora é paralização. E eu? Eu, o povo, aqueles que produzem, são os que pagam seus salários. Por que ela não avisou que hoje estariam em estado de greve? Deve ter pensado: ele que se lixe. Eu não fiz nada de mal para essa fiscal. Ou deveria eu ter feito algo "mal" nela? Apenas ouvi suas lamentações. Recebo isso em troco?  D'outra vez... sei lá!


Comments:
Tadinha da moça Beau.... risos...
Ela é assim porque está lá ou ela está porque é assim?
risos.
 
Nossos serviços públicos me enojam.
Beijo grande Bô
 
caro Beau... eventos como esse que voce vivenciou é o que se chama de "uma questão de caráter nacional" quando se trata desse nosso tão querido órgão. Imagine voce receber uma notificação do mesmo, e já tendo se transferido para outro Estado, ter que pagar passagens aéreas, diárias e tudo mais, para quando chegar ao balcão ser informado da paralização por tempo indeterminado. E tudo isso depois do insucesso da primeira apresentação, que, como voce, teve que voltar no outro dia e retornar para casa sem resolver o problema. TUDO IGUAL...não é para chorar???
 
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