22 setembro, 2004
As Moiras
xiste coisa mais cruel não lembrar do nome das pessoas quando nos são apresentadas pela primeira vez? Nem na segunda? Por isso não sei de onde me martela tanto na cabeça o nome de uma mulher chamada de Moira. Poderia ter me confundido com alguma personagem do fado "A Mouraria", cantado pela Amália Rodrigues o qual eu gostava muito. Havia outro fado também meu predileto que só lembro parte da letra, "...de quem eu gosto, só às paredes confesso... Lá,lá,lá..". Tá bom. Mas continuando, daí pesquisei um pouco e logo despertou de novo minha curiosidade literária sobre a antiga Grécia. Cheguei ao fim da leitura de "Édipo Rei" aquele, da relação incestuosa com a mãe. Dirá alguém que isso é cultura inútil. Pode até ser para quem não usa de figurações. Agora, fui direto investigar quem realmente era essa Moira. Descobri que eram três ao todo, filhas de Zeus e de Têmis, teciam o destino dos homens em seus úteros onipotentes denominando esta sorte de Princípio, Meio e Fim. Também eram matadoras de gigantes. Uau! Tenho uma leve lembrança quando ainda na puberdade brincava com uma prima minha e assim ela me chamava: "Venha Beau, ando grávida de uma idéia. Venha curtir comigo minha gestação na cama. Venha que vou tecer o seu destino". E por aí afora. Ela me fazia de gigante e assim, por váras vezes me abatia. Isso mesmo! Enquanto escrevia essas linhas, lembrei que seu apelidado era Moira. A única coisa que pedia em troca era meu mel em sacrifício. Estranho, não? Mas foi bom. Desde o princípio, o meio e o fim.
Você me provocou ao extremo com este post... nem te conto o quanto, nem te conto como nem te conto onde.
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