08 agosto, 2004

 

Passeando, divagando...

Todos anos eu aguardo e é o que se repete. Aquele frio de inverno que acolhe e dá o conforto numa manhã de sol. Foi assim neste domingo, Dia dos Pais quando subi a serra e lá em cima fiz o tradicional churrasco com a minha turma. O lugar possui pequenas cabanas de duas paredes somente, onde da parte aberta se tem uma vista exuberante da mata virgem junto a estrada sinuosa e ajardinada que leva à Gramado. Existem churrasqueiras individuais e uma mesa. Perfeito para uma confraternização familiar. Na noite de sábado havia nevado e hoje pela manhã fazia um frio seco, que pinicava a pele das mãos se ficassem expostas ao tempo. Elas eram guardadas nos bolsos das jaquetas e casacos o que não acontecia com o Huberto e sua namorada, preferindo escondê-las em recantos mais agradáveis. Uma mantinha abrigava o pescoço, eventualmente recobrindo o rosto dos mais exagerados. Fato comum e corriqueiro - desculpem meu orgulho - é que mais uma vez acertei em cheio o ponto do assado. De sobremesa, chocolate da terrinha mesmo. Depois mais tarde, na volta, costumo fazer um roteiro sempre diferente. Desta vez, por caminhos que percorrem o interior da colônia alemã, onde se viam laranjeiras e bergamoteiras recobertas por pontos amarelos parecendo fartura desperdiçada de tanto que eram carregadas de frutas. Dizem e eu confirmo: depois de uma geada, depois de muito frio, as frutas de inverno aprontam com mais douçura principalmente quando espremidas pelas mãos e chupadas pela boca.


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