10 agosto, 2004
da série: Gostei mais" VI
(Este texto me foi enviado por e-mail e publicado nas palavras originais do remetente. Se você tem algo autêntico para contar, peço que se encoraje e envie. Irei ler e interpretar. E se num impulso me permitir suspirar, irei publicá-lo. O importante é o conteúdo por mais singelo que seja e o estilo que retrata a alma do autor. É meu convite à editar. Liberte-se. Dê asas a sua imaginação. Tente voar...)
E esta paisagem... águas serenas do rio.
Sol quente, o vento manso. A calma, a paz ...
Por dentro, meu coração em tumulto...
Com vontade de gritar: Odeio-te, odeio-te .... AMO-TE!
A noite, ah! a noite...
Vem escurecer a terra e maravilhar o mundo com seus pontinhos luminosos.
Queria ser uma estrela ...
A noite faz-nos sonhar, pensar versos de amor...
A noite alegre .... fumaça, música, cabelos longos, calças justas
Beijos, abraços, carícias mil.
Vem um whisky? Cuba, Campari, Minister e outros modos
De esquecer as tristezas da vida.
A luz... amanheceu, apagou a euforia da noite alegre...
Ônibus, despertador. O café está pronto?
Torradas, depois máquinas, ventilação artificial,
Telefones, emitindo vozes artificiais, luz artificial...
Móveis duros, fórmica.
Crânios que somam e diminuem num simples apertar de botões.
Livros, guias, folhas e até eu artificial.
Perucas, seios, unhas, tudo artificial. Amizades artificiais.
Nem se sabe que é ou o que não é.
O relógio marca o tempo implacável.
O espaço entre a vida e a morte é curto.
O disco a tocar uma música excitante, infernal.
Do outro lado, a música fúnebre.
Sons de guitarras, pianos, baterias que entram na cabeça.
Guarda a apitar, buzinas a tocar...
Pronto!
Fechou o sinal...
M.G. - Porto Alegre, RS

