12 julho, 2004
Barrigas frias
Perto de onde moro existe uma praça na qual o primeiro domingo de cada mês acontece um brick-a-brack. Neste último, estava especialmente legal porque era um dia muito frio compensado por um belo sol que aquecia os casacos de lã e dava uma sensação de conforto e disposição. Alí vende-se todo tipo de artesanato feito por quem queira expor. As vezes uma surpresa, outras só a repetição do que já se conhece. Numa das canchas de esportes, a de Basquete, encenam apresentações artísticas qualquer que sejam. Quem se achar com algum talento qualquer, que entre na roda e pode se mostrar entre cantar, recitar poesias, tocar gaita, violão, violino, tambor ou bandoneón, até tirar sons de um serrote velho. Finalmente, a "invernada" de danças. Havia um grupo que dançava mazurkas polonesas, outros marchinhas alemãs. Daí misturava-se o folclore gaúcho e desse caldo de toda cultura, bem no final, como reserva especial, a dança do ventre. Olhem, nem vou me alongar... mas já era à tardinha. Atrás das árvores se escondia o sol, oferecendo uma tenebrosa sombra. Uma brisa úmida começou a tomar conta da praça. Enquanto as barrigas das moças tremiam e as cadeiras não paravam de se requebrar, eu fiquei pensando: não seria por causa dos dez graus Celsius de frio que estava fazendo??. Coisas daqui, coisas daqui.
" A Terra pode enfrentar uma nova era glacial dentro de 15 mil anos, estimam cientistas alemães do Instituto Alfred Wegener de Pesquisa Antártida de Bremerhaven.".
Uma Raiz, Uma Flor
(Wado / Alvinho / Georges Bourdokan)
Não diga que as estrelas estão mortas
Só porque o céu está nublado
Não se iluda, pé que dá fruta
É o que mais leva pedra
Uma raiz é uma flor que despreza a fama
Olha lá vai passar o terceiro mundo
E quem é de rir vai chorar de rir
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