16 junho, 2004

 

Nada como um dia após o outro. Enfim! Talvez (para os astros que cintilam longe) agora eu possa falar melhor de como é nosso inverno daqui. Não é o frio somente. Também existem coisas que estão entre o céu e a terra e que não sabemos exatamente como explicar. Mas passei duas noites de brilho. Brilho musical. Estamos em plena temporada de música. Música de qualidade. Segunda feira apreciei um concerto no Theatro São Pedro. O melhor da sociedade estava lá por pura vontade de escutar música, porque só a música reúne estas pessoas para ouvir aquilo em comum: Johan Sebastian Bach e Tchaikovsky. Muitas palmas. Palmas sinceras, e para o bis, Scriabin e Lizst. Ah, e meu filho na segunda fila dos violinos. Depois ao finalizar, uma surpresa. Todos foram convidados ao cocktail no foyer do teatro em homenagem ao público pelos vinte anos passados da restauração do teatro. Todos elegantes, todos bem vestidos, posturas bonitas, de volta à civilização. Serviram desde champanhe, canapés, doces e guaraná. Beleza pura. Sorrisos constantes. Lindo!


Pronto! E para completar, ontem, Terça feira, o Concerto da Série Lilás da Orquestra Sinphônica de Porto Alegre, com o maestro Karabtchevsky. Uma noite branca, fria, porém as pessoas desprendendo de si muito calor pela música, pelo encantamento na sinergia dos músicos. Iniciou com "Leonora" - Abertura n° 2 de Beethoven. Depois "Missa da Coroação" de Mozart. E no final, "Fantasia Coral" de Beethoven. Peço que tenham paciência mas vou arrolar: Caio Pagano (solista no piano); Eduardo Itaborahy (Tenor); Claudia Riccitteli (Soprano); Luisa Francesconi (Mezzo); Ariel Cazes (Baixo). Mais o Coro Sinphônico (55 cantores) e claro, o brilhante maestro Isaac Karabtchevsky. Falei Série Lilás? Viram! A música também tem cor.
Obs.: Sobraram dois programas comigo, Alguém vai querer? Envio pelo correio intergalacticamente, mas envio sim.


Porto Alegre me prende pelo cordão umbilical. Este frio me faz bem. O frio daqui é quente. Tem de saber arpreciar. Se não sabe eu ensino. Pego pela mão e lhe levo a tomar um chocolate quente na Casa de Cultura do poeta Mário Quintana. Muita música no ar. Muita. Assim... fica bom?


Comments:
Cadê a ficha de inscrição? Quero preencher toneladas delas e colocar na urna.. (ah se eu pudesse selar a urna depois disso!), hehe.... se quero. São dois programas musicais e ainda conhecer o calor do frio de PA? Beleza!
Reúno todos os pré-requisitos para a vaga: vibro com a música; adoro chocolate quente; amo mãos dadas...
Quero ser conduzida, quero seguir piamente instruções e indicações, não quero errar os caminhos pra não perder nada.
Você pode explicar melhor como é isso de cores? Aliás Beau, eu trabalho um pouco com tintas e portanto com cores, e há uma semelhança única que eu vejo entre cor e musica: ambas possuem uma escala infindável de nuanças... você nunca consegue determinar quantos tons pode uma cor ter, mais luz ou mais branco dá uma nova cor. De musica que você entende, não é a mesma coisa?
 
Perfeitas as duas noites musicais do inverno portoalegrense, entremeadas de emoção, arte e muita técnica.
Enquanto alguns se deliciam com Bach, Tchaikowsky e Bethoven, explodindo de orgulho pelo talento do filhote,estourando champanhotas ,canapés e savoir faire, a vida segue , cheia de surpresas, de tal modo que nem querendo, anestesiadas pernas poderiam correr para também assistir ao fantástico espetáculo. Que pena!Fica a certeza de que novas noites musicais se repetirão. Coloridas, cheias de brilho e encantamento.
Com certeza alguma estrela ausente deixou-se embalar ,lá longe,pelos suaves e sonoros acordes musicais .
Enquanto isto, o ar da noite fria espargia sabores e aromas de canela e chocolate, que só um bom degustador é capaz de apreciar. E não é preciso dizer mais nada.
 
Eu também li, é maravilhoso. Como eu queria morar em Porto Alegre nunca imaginei que poderia ser tão bom. Mas queria isso tudo com o Beau. Eu queria ser o Beau de tanto que gostei do texto mas fico só na imaginação de como é bom ser sua companhia.
Não vou encher demais o ego, senão irei perder de tão faceiro. Elogios demais, azeda toda nossa fantasia. Quando for aí, vou sentir o sabor de um chocolate quente. Ai, que inveja. Se já tem alguma, quero ser sua canela. Báh!
Escreve algo sobre a Feira do Livro. Livro, chocolate música, combina,
 
Posso entrar?
MMMMMMMMMMM
 
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