17 junho, 2004
Mário Quintana
Quando ainda me encontrava no colégio cursando o "científico", hoje segundo grau, conheci o Mário Quintana na Biblioteca Pública lendo um livro de sua própria autoria. Estava eu revirando o fichário, quando ele se aproximou e disse: "Pra que procurar tanto se eu lhe empresto o meu?". Foi quando eu li seus primeiros poeminhas. Depois acompanhei suas inserções no "Correio do Povo", sempre aos domingos no Caderno Z. Afastei-me de Porto Alegre e por idas e vindas fixei definitivamente residência aqui, quando uma vez nos encontramos novamente, daí no café do Theatro São Pedro. Ele já velhinho, sustentado por duas mocinhas lindas, encantadoras. Pensei ... "só um poeta como ele, pode usufruir da companhia de tanta juventude". Fez por merecer. Quem não se encanta com alguém que fala assim: "... Eles todos passarão. Eu... passarinho".
Tuas observações soam poeticamente . Diria até que há uma semelhança na pureza dos versos de Quintana com as coisas que dizes.O privilégio de conhecer e falar com o "pequenino grande poeta" foi valiosíssimo para ti. O que não se passou em tua cabeça ao rever a CCMQ naquela fria tarde de domingo????
Com certeza o chocolate quente com café e canela adoçou teus pensamentos. É bom recordar coisas boas que passaram. Mas melhor ainda é acreditar nas coisas que "passarão" ainda. E que sejam doces, quentes e com muita rima.
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