21 junho, 2004

 

Existem páginas no diário de Pero Vaz de Caminha, em que ele somente registrou:
"Além de um céu azul, além de um mar profundo, nada mais tenho a relatar."
Na falta do que fazer na caravela, o carinha também era poeta!


Recebi Este Texto, de alguém que percebeu o esfôrço que faço para resistir e manter minha "fortaleza". Afora disso, o texto descreve uma aventura que ainda não teminou e que todos nós fomos vítimas e reféns dela.


Amanhã eu parto. Estivesse eu na França, diria: vou para a região de "CHAMPAGNE" (assim pronunciava minha professora de francês fazendo biquinho). Na verdade, aqui, se tomamos direção à fronteira, denominamos aquela paisagem de campanha, ou simplesmente, o nosso pampa. Uma vez eu li "O Gaúcho" de José de Alencar. Como pode um cearense comparar tão bem as ondulações de nossa campanha como se tivesse o vislumbre das ondas do mar?


Comments:
José de Alencar, Pero Vaz de Caminha, e acredite até o Sarney (rárárá), cujas sensibilidades acabamos por admirar nos mostram que de poeta e louco todos nós temos um pouco. Eu aqui nesta selva de pedras imagino que nestas planícies meridionais da América do Sul os sóis e as luas sejam mais próximos do chão, tanto que teria vontade de deitar-me no solo, colocar meu ouvido nas gramíneas perenes e ouvir o coração da terra. A paisagem, aos olhos dos desatentos, deve parecer sempre igual, como que teimando em resistir ao tempo... e o tempo Beau, ahhhh este é indelével, inexorável.
 
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Não é preciso ser poeta , nem louco ,para entender as belezas da terra e sentir o perfume da brisa do mar.Basta apenas saber sonhar...
 
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