22 junho, 2004
Conversando com um industrial de laticínios, ouvi dele a notícia de que os bancos poderiam adonar-se da "nova" Parmalat. "Quando pressenti que a Parmalat iria quebrar, logo pensei se eu tivesse um tambo de leite, tomaria imediatamente algum bem qualquer como garantia do pagamento da venda de meu produto". A lógica ficou invertida: enquanto os produtores ficam pensando numa solução legal, os banqueiros assessorados de um batalhão de advogados se antecipam, armando o bote e agora querem todo o bem patrimonial. A justiça é tão cega quanto os bancos são leiteiros.
Aqui no Sesi da Av. Paulista está uma peça chamada “O que leva bofetadas”. Sinto-me bem assim, por mais que eu viva estas coisas ainda me surpreendem... preciso dosar melhor a minha inocência, ou então por certo perder o senso e continuar ouvindo as estrelas...
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