10 junho, 2004
Choveu cântaros, choveu cascatas. Diz a meteorologia que só vai parar quando o vento sul chegar, acompanhado de um frio intenso. As vezes ele tras consigo lembranças uruguaias desprendidas no ar como a fragrância de uma morocha perfumada. Outras vezes, no silêncio da noite, notas musicais de algum tango argentino. Mas se espero por um afeto que não chega, o tempo e o vento conspiram para transformar meus pensamentos numa milonga interminável.
Por vezes quero dizer: hei! Tô aqui... dizer isso de todo jeito... até com sinais de fumaça.. mas quem pode com este vento paulistano?
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