26 maio, 2004
Gravatas
Já vi muitos símbolos que identificam as pessoas conforme sua posição social. O uso da gravata por exemplo queira ou não, ela impõe uma distinção especial. Falaciosa talvez, pois nem sempre corresponde ao nível cultural ou econômico de quem a usa. Conheço quem se vangloria de possuir tantas e tanta gravatas vinda não sei de qual parte do mundo e que para cada ocasião fica na dúvida de qual escolher. Um pouco de exibicionismo não faz mal a ninguém mas transitar pensando que todos estão com os olhos nela, passa um pouco da razão do normal. Mas o pior que pode acontecer é direcionar esse objeto de decoração aos elogios do meio social masculino. Ilude-se pensar que seu interlocutor, volta e meia admira e observa o desenho de sua gravata valorizando e associando à qualidade do pano que foi confeccionada. Meros conceitos materiais. Não sei se meu ponto de vista é obcessivo e recorrente, mas além do satus quo, penso que ela tem o objetivo de lançar o charme, o que resulta na conquista feminina e se se conseguir posicioná-la adequadamente é um ótimo componente de prazer sexual.
Existe aqui, não muito longe, uma cidade com nome estranho de Gravataí. Contam que certa feita, dois namorados encontravam-se na sala da casa, sozinhos, naquele silêncio delatador. Não demorou muito o pai da moça rompeu na peça e a flagrou com a mão dentro da bragueta da calça do rapaz. Ela imediatamente se justificou dizendo que estava apenas "arrumando" a gravata do namorado no que o pai, indignado, perguntou: " GRAVATAÍ ??? "
Bem, eu não consigo olhar uma gravata sem olhar também os sapatos... uhhhh como é gostoso ver um homem calçado como um lord, é forte... como todo homem deve ser.
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