21 abril, 2004

 

Tirando a limpo

        Devem fazer uns 40 anos que ouço falar sobre o livro "O Retrato de Dorian Gray", de Oscar Wilde.  Por vezes, nas rodas de colégio, vinha aquela clássica pergunta em tom de sarcasmo: "Você ainda não leu? Não acredito". Pois então. Dia desses remexendo prateleiras dos "sebos" instalados nos casarios antigos da rua Riachuelo, me deparei com ele. O livro é pequeninho de poucas páginas, com traços biográficos do autor. É um romance chato (com duplo sentido) onde relata usos e costumes de uma época que já passou. Desencantado, não consegui entender o tamanho do escândalo que fez emocionar meus questionadores dos anos sessenta. Não me arrependo, nem perdi meu tempo em trocá-lo pela lasciva Cassandra Rios.  Um pelo outro, descobri que ambos eram homossexuais.

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