23 abril, 2004
A evolução da inteligência
Não sou nenhum sociólogo para fazer longos estudos sobre o comportamento humano. Porém nas vezes que tenho de esperar numa fila de banco, fico observando a sua organização, o seu movimento, o atendimento dos caixas. É justamente nesta fila que me sobra tempo de matutar sobre as mais variadas coisas. Não sei se alguém já se deu conta disso, mas algo antropológico aconteceu na evolução da espécie humana duns 12 anos para cá. Explico: o sistema bancário se contentava em ver seus clientes formando filas, uma para cada guichê. Então se haviam 6 caixas, haviam 6 filas. A gente chegava, escolhia uma obviamente a menor, e esperava que ela andasse o mais rápido possível torcendo para que o caixa fosse rápido também. Só que, não podíamos adivinhar que quem estava na nossa frente seria um boy de alguma empresa que tinha consigo miles e miles de documentos para serem processados. Nada pior para nossa saúde. Ficávamos esperando de pé por uma hora, angustiados, pressão subindo, os pés inchados e sem ter nada para ler, pensando: "juro que da outra vez trago um jornal comigo". De repente a evolução. De repente algum gerente de banco foi iluminado por uma idéia de juntar todas aquelas filas e torná-las numa só. Eureca!!! Quebrou-se um costume de anos e anos como num passe de mágica. Era a inteligência a serviço da organização. A partir daí, sempre que um caixa é liberado, a primeira pessoa da fila é chamada para ser atendida imediatamente. E a idéia vingou. Que evolução, hem! Como foi difícil alguém chegar a esta conclusão. Inimaginável!!! E isso não faz tanto tempo assim. Fosse hoje, aquele inventor da fila única, teria registrado seus direitos autorais. ©

