02 março, 2004
Divagações
Quem diria olhar para o céu à noite, e não admirar as estrelas? Os astros com seus olhos piscantes nos observando. Os cometas, tal qual fogos de artifício rasgando nossa imaginação. Mas a lua. Ah, esta mágica lua. Quantas peças boas já nos aprontou? E por ser assim, os insaciados, os de amores mal resovidos, os vândalos querendo desmistificá-la. Volto ao tempo e me faço lembrar daqueles que conseguiam conquistar a mais bela mulher da sociedade, a filha do médico, a do empresário bem sucedido e até a do delegado de polícia era a visada. Seduzi-la, usá-la pra seu bel-prazer e a seguir descartá-la. Depois, envaidercer-se aos amigos como, "aquela? ora, aquela eu já provei". Percebi que isso tinha uma definição: falta de afirmação. Obsessão doentia, essa. Então, sobre a lua. Tanto fizeram para ver quem chegasse primeiro, quem antes a violentaira, até que o conseguiram. E voltaram dizendo, sem medir palavras, que aquele espelho mágico dito confidente dos enamorados, era uma árida esfera rochosa coberta de poeira e que o seu brilho na noite, não passava de apenas um efeito cósmico (cosmético) e que lá deixaram cravado o seu mastro e nada mais. Estes, os insensíveis, nem uma vez se referiram à alma da lua. (pensa que não a tem?) Retornaram, e foram ovacionados como heróis, com direito a desfile em carro aberto. Obsessão doentia. Falta de afirmação!

